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Região 3 de abril de 2011

Contra Portagens: Centenas de pessoas protestaram em manifestação abrangente na Covilhã

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Centenas de pessoas protestaram hoje na Praça do Município da Covilhã contra a introdução de portagens nas auto-estradas do interior do país. Centenas de pessoas protestaram hoje na Praça do Município da Covilhã contra a introdução de portagens nas auto-estradas do interior do país.

Apesar de reunir o maior número de entidades que já se uniram na contestação à medida, metade da Praça estava vazia e o trânsito continuou a circular com normalidade.

Laura Miguel, uma das participantes, pensa que “devia haver mais gente no protesto: é um domingo, ninguém trabalha, mas a população fala muito e depois ninguém aparece. Viu-se hoje aqui”.

O desabafo foi comum a participantes e organizadores que durante uma hora ouviram as intervenções de representantes da Câmara da Covilhã (PSD), Comissão de Utentes das auto-estradas, União de Sindicatos de Castelo Branco (CGTP) e movimento Empresários pela Subsistência do Interior.

Nunca nas últimas décadas uma manifestação na região tinha juntado um espectro político, social e económico tão alargado de entidades, da esquerda à direita, dos patrões aos trabalhadores.

Em causa, está a anunciada introdução de portagens nas auto-estradas A24 (Chaves - Viseu), A25 (Aveiro - Vilar Formoso) e A23 (Guarda - Torres Novas) e nem a falta de legislação para aplicar a medida faz amainar as críticas.

Pelo contrário, Carlos Pinto, presidente da Câmara da Covilhã, considera próprio de uma “república das bananas” que estejam “em montagem dezenas de pórticos” com respetiva fatura para pagar, sem que haja “o normativo que suportaria essa montagem”.

Algo que “em qualquer parte da Europa provocaria um escândalo público”, mas “por aqui nada acontece”, realçou.

João Freire, porta-voz da comissão de utentes das auto-estradas A23, A24 e A25, realçou que “os beirões ainda não perceberam quem é que decidiu colocar as portagens”, porque “o jogo do empurra confunde e só podemos esperar para ver quem vai continuar a propor as portagens nos programas eleitorais”.

Uma coisa é certa: “sejam portagens rosa, laranja ou vermelhas, nós cá estaremos para contestar esse roubo organizado”, destacou Luís Garra. Presidente da União de Sindicatos do distrito.

Luis Veiga, porta-voz do movimento Empresários Pela Subsistência do Interior (ESI) destacou números, entre os quais, uma parcela de “três cêntimos por litro no imposto sobre combustíveis “que está lá para pagar as SCUT, ou seja, as portagens seriam um novo imposto sobre esse”.

Entre o público presente, jovens e seniores, portugueses e estrangeiros estiveram juntos na contestação.

Para Francesco Pignatelli, estudante italiano na Universidade da Beira Interior, “portugueses ou não, esta é uma medida que nos afeta a todos, porque precisamos de circular na região e de ir a Lisboa”.

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