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Região 2 de abril de 2012

Proença-a-Nova: No próximo mês os produtores poderão fazer análises ao vinho no Centro Ciência Viva

Por: Diario Digital Castelo Branco

As análises serão realizadas e propostas, sempre que se justifique, as correções necessárias para melhorar a qualidade produtiva. O laboratório está em fase final de montagem e o lançamento foi anunciado pelo presidente da Câmara local.

No próximo mês, o Centro Ciência Viva da Floresta vai iniciar um novo serviço que permite aos produtores fazer análises ao vinho e, na época das vindimas, ao mosto. A acompanhar os resultados das análises serão propostas, sempre que necessário, as correções necessárias para melhorar a qualidade da produção. O laboratório está em fase final de montagem e o lançamento foi anunciado pelo presidente da Câmara de Proença-a-Nova durante a segunda edição da conferência e prova de vinhos que juntou, no edifício de Fortes e Baterias de Sobreira Formosa, cerca de 130 participantes.

“Criou-se o mito de que a nossa região não era boa para fazer vinho, mas hoje creio que já todos percebemos que se trata de facto de um mito”, sublinhou João Paulo Catarino na abertura da conferência, que se realizou no passado sábado. “A partir do momento que houve pessoas interessadas e que se informaram, tem havido grande investimento na vinha e produção de bons vinhos.”

Na prova de vinhos participaram seis marcas da região, das quais duas do concelho de Proença-a-Nova. Com uma produção de quase 70 mil litros na última colheita, o Alvelus tem vindo a afirmar-se no mercado, enquanto o Monte Barbo surgiu apenas no final de 2011, estando ainda em fase de lançamento. As seis marcas participantes fizeram uma apresentação das principais castas usadas e características da produção, sendo todas provenientes do distrito de Castelo Branco e do concelho vizinho de Mação.

Nas intervenções que antecederam a prova, António Celas e Francisco Antunes apontaram alguns cuidados a ter na preparação do vinho e na vindima, sublinhando que conseguir um produto de qualidade obriga a ter em conta “um grande conjunto de pequenos pormenores”. Lembrando que a vinha é um investimento para 25 a 30 anos, António Celas acentuou a importância de pensar nas castas a selecionar, na drenagem e regularização dos solos, na orientação e armação da vinha e nas correções químicas e orgânicas.

Já no lagar, voltam a ser muitas vezes necessárias correções com ácido tartárico e água, como lembrou Francisco Antunes, que criticou a defesa do vinho puro, sem desinfeções nem correções: “O vinho virgem é um fantasma que anda na cabeça das pessoas”. A Delfim Louro, outro dos oradores convidados, coube a missão de explicar os passos para a produção de espumante.

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