Por: Diário Digital Castelo Branco
A música em diálogo com outras artes é o mote de “O Piano ao Meio”, projeto que o Município da Covilhã está a promover, revelou à agência Lusa a vereadora com o pelouro da Cultura.
Regina Gouveia sublinhou a importância da mediação, a educação artística e a valorização dos artistas, sendo este um “caminho que deve ser trilhado”.
A responsável lembrou que a autarquia tinha um piano arrumado, que foi recuperado e colocado na Galeria António Lopes, espaço onde se vai desenvolver este projeto, que nasce de um acaso feliz.
“Na inauguração da última exposição, um estudante universitário, do curso de Aeronáutica, tocou no piano e, para os presentes, foi um momento especial, em que puderam apreciar esta ligação entre a música e a pintura”.
E se há alguns músicos e artistas que estão identificados e costumam ser chamados a participar em eventos, “outros haverá, como este estudante, quer na Universidade da Beira Interior, quer até nas escolas, que tenham talento e que possam usar este palco e tornar mais frequente o uso do piano naquele espaço cultural”.
Este projeto está assim desenhado “para valorizar o ensino artístico e projetar os pianistas da região”.
“Mais do que um ciclo de música, o projeto propõe uma ativação inovadora do espaço expositivo, fundindo a música ao vivo com as artes visuais”.
Regina Gouveia defendeu que “é preciso cativar uns e outros e depois ligá-los à cultura”.
“Naquela abertura da exposição, vi jovens que só lá estavam porque o outro jovem tocou o piano. Precisamos entender o que os motiva e trazê-los para a cultura. Mas depois trazer também a comunidade, criando aqui uma forma de interação, entre quem vai tocar e quem vai usufruir do momento”.
A proposta “assenta numa inversão da lógica performativa tradicional: aqui, o piano ocupa o centro, o público posiciona-se em redor e o espaço transforma-se numa experiência imersiva. Ao eliminar a hierarquia frontal do concerto clássico e permitir a livre circulação dos espetadores, ‘Piano ao Meio’ promove um diálogo intimista e experimental entre o intérprete, o objeto e a arquitetura da Galeria”.
A Galeria António Lopes lançou o desafio aos pianistas que pretendam explorar esta proposta de experimentação espacial e sensorial: “Aproveitando a presença permanente de um piano no local, o desafio convida os músicos a habitar este espaço de escuta próxima e a integrar um ecossistema onde a arte visual e a performance sonora se cruzam sem barreiras”.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet